Maria Cristina Ramos

Por Cristina Ramos – Orientadora Educacional do Colégio Santa Úrsula

ESCOLA E FAMÍLIA: o que aprendemos com a pandemia?

2020 a pandemia do COVID-19 impôs um novo ritmo para a humanidade. E ainda estamos imersos a uma pandemia em escala global. E este tempo exigiu a reinvenção da educação e da escola em se adaptar, refazer, criar, inovar, ressignificar. Inúmeros são os desafios, mas ao mesmo tempo, é um cenário que vem contribuindo em diferentes aspectos de aprendizado para a escola e a família.

Para Nóvoa, (2020) (…) A pandemia acelerou a história e colocou-nos perante decisões que, agora, são inevitáveis.

A humanidade está se reinventando e a escola também, preparando os docentes com formação continuada para o uso de metodologias ativas com práticas inovadoras. Nesse sentido, valer-se de novas plataformas, utilizar estratégias para novos métodos de ensino levam a educação digital, efetivamente para dentro da escola garantindo uma aprendizagem efetiva e significativa para crianças e adolescentes. Não se trata de conversão definitiva do ensino presencial às práticas virtuais. Trata-se de valer-se de recursos tecnológicos que são oportunos para projetarmos o futuro.

         Apesar de todas as dificuldades que a pandemia trouxe para o ambiente escolar, com a necessidade de adotar o ensino remoto para manter o distanciamento social, temos um ponto que nunca deixou de ser essencial sobre tudo agora: a parceria entre pais, filhos e escola.  É imprescindível que as famílias possam encontrar na escola um elo para a promoção dos saberes na formação dos seus filhos. Fazer com que os pais encontrem na equipe pedagógica um suporte para entender como podem contribuir para a formação de seus filhos. Para isso, vários são os canais de comunicação que a escola dispõe para atendimento aos alunos e as famílias: portal do colégio, sala de aula do google classroom, agenda edu, e-mails, Whatsapp e instagram institucional.

Através deles é possível que as famílias possam acompanhar desempenho, compartilhar, tirar dúvidas, pedir ajuda nas questões pedagógicas e emocionais.

                É assim que família e escola, unidas, podem promover um tempo de aprendizado mais valoroso para as crianças, e adolescentes que tanto necessitam do nosso apoio nesse momento.

          Em seu livro: SAÚDE MENTAL NA ESCOLA – A escola e a família –  Estanislau, relata que: O envolvimento da família com a educação de seus filhos é um fator crucial não apenas para o sucesso acadêmico como também para o seu desenvolvimento emocional e social. Portanto, demonstrar interesse por questões escolares, criar um ambiente de estímulo ao estudo e expressar expectativas positivas em relação ao desempenho educacional dos filhos são atitudes que favorecem a formação desses indivíduos como um todo (…)

A família como mediadora da aprendizagem, tem papel primordial neste processo em acompanhar, orientar, ajudar a construir uma rotina que favoreça a autonomia do aluno, ajudando assim, o cérebro otimizar os inúmeros estímulos referentes aos componentes curriculares de forma sistemática.

    Assim, famílias e escolas compartilham responsabilidades e podem contribuir de forma igualitária para o processo de aprendizagem acadêmica e socioemocional do aluno.

           São tempos de mudanças que, trouxeram avanços pedagógicos e o fortalecimento na relação família e escola. O que poderemos mobilizar dessa experiência para projetarmos futuras transformações na escola?

 

Referências:

Nóvoa, (2020). Portugal e o COVID 19: maio de 2020 de https://www.facebook.com

STANISLAU e BRESSAN- SAÚDE MENTAL NA ESCOLA, Artmed- Editora LTDA 2014.

IAMARINO, Atila e LOPES Sonia – CORONAVÍRUS – ESPLORANDO A PANDEMIA QUE MUDOU O MUNDO

1ª Ed. Editora Moderna 2020.