Ana Biana – Supervisora Educacional do Pré-Escolar

Josilene Abreu – Coordenadora Educacional do Pré-Escolar

A IMPORTÂNCIA DAS VIVÊNCIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM

É inquestionável a necessidade das vivências para o desenvolvimento infantil, isso todos nós sabemos, pais, escola, sociedade…, mas, a grande questão é, se sabemos, porque de fato sabemos, o porquê de ainda termos tanto a discutir sobre esse direito, digo mais, sobre esse caminho!? Se concordamos com sua importância, por qual motivo ainda encontramos práticas dentro e fora das escolas que buscam unicamente enquadrar as crianças numa bolha de conhecimento e cultura, sem nenhum pertencimento de fato?

É na construção dessa escola, onde as crianças exercem com liberdade seu direito ao protagonismo na busca de seus conhecimentos, que o Santa Úrsula vos fala agora, trabalha apaixonadamente. É no respeito aos direitos de aprendizagem previsto na Base Comum Curricular (BNCC), é nas experiências que acontecem em casa, com a família e, na escola junto com seus colegas e professores, nas situações rotineiras e ricas do dia a dia, atividades pensadas e planejadas que a aprendizagem acontece de forma efetiva e significativa, construindo assim, a apropriação do conhecimento num processo transformador, lúdico e dinâmico.

Parece tão natural quando colocado com eloquência pedagógica e, sim vocês estão certos, é um processo natural, mas que ao longo de décadas de uma escola voltada ao alinhamento de padrões e ao acúmulo de conhecimentos desconectados, muitos perderam a mão, daí a importância de se revisitar o que nos parece óbvio.

As escolas exercem papel primordial nessa condução assertiva do desenvolvimento infantil, não só por possibilitar em seus espaços esse protagonismo da infância, mas principalmente acordando a comunidade escolar para o prazer e os encantamentos de permitir, provocar e promover boas vivências que gerem sensações diversas, possibilitadas pelas experiências sensoriais, emocionais, cognitivas e sociais que inevitavelmente dará a criança a autonomia tão desejada no protagonismo da sua aprendizagem.